sábado, 7 de junho de 2008
Sapiens
O que foge à compreensão não agrada, agride a alma do ser humano assustado. Existir é uma situação penosa ao indeciso homo sapiens, melhor se recolher ao conforto da ilusão e esperar que as coisas se resolvam por si só, enquanto isso se diverte com insignificâncias que uma mente curta se desdobra pra criar.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
PARAHYBVNA, PARAIBUNA, PARAIBVNA
Charmosa senhora PARAHYBVNA
Outrora cheia de glórias
Com tantos filhos ilustres
Por esse Brasil afora
Época de grandes homens
Passado presente na memória
Casarões e ruas cheias
Isso tudo faz parte da história
Modesta e acolhedora PARAIBUNA
Um futuro promissor já te envolveu
Promessas de muito progresso
Isso também já te aconteceu
Tu tinhas a alma acesa
Mesmo o simples, orgulho nos deu
Tudo era bom, motivo de festa
Nunca desprezaste um filho teu
Desnorteada e insegura PARAIBVNA
Mas o que foi que lhe sucedeu?
Mudaram teu rumo pro incerto
Acabou-se a paz que um dia viveu
Descaso e desonra vives agora
Roubaram-lhe o brilho, tudo que é teu
Respiras um ar pesado, nebuloso
Fecharam as portas, te jogaram num breu
Outrora cheia de glórias
Com tantos filhos ilustres
Por esse Brasil afora
Época de grandes homens
Passado presente na memória
Casarões e ruas cheias
Isso tudo faz parte da história
Modesta e acolhedora PARAIBUNA
Um futuro promissor já te envolveu
Promessas de muito progresso
Isso também já te aconteceu
Tu tinhas a alma acesa
Mesmo o simples, orgulho nos deu
Tudo era bom, motivo de festa
Nunca desprezaste um filho teu
Desnorteada e insegura PARAIBVNA
Mas o que foi que lhe sucedeu?
Mudaram teu rumo pro incerto
Acabou-se a paz que um dia viveu
Descaso e desonra vives agora
Roubaram-lhe o brilho, tudo que é teu
Respiras um ar pesado, nebuloso
Fecharam as portas, te jogaram num breu
Humanos
Ei-nos aqui, sentados à beira do vulcão de nossa hipócrita ingenuidade, desperdiçando tempo e suór com coisas insignificantes e fúteis, matando toda imaginação do mundo, no mundo do, "poderia ser pior", aplaudindo com um riso amarelo essa gente sem talento, que sai de todos os cantos a nos enojar o que deveria ser uma vida digna e decente.
Somos o espelho de nossa existência, e vemos coisa pior que um "mundo doente", vemos a nós mesmos despedaçados nos cacos do que resta de nossas vidas.
Os olhos e a mente nao alcançam nada mais além de uma cegueira pré fabricada, um prazer artificial e uma vergonha imensurável.
Orgulho, ignorância e voluptuosidade.
Eis a nós, humanos, cansados de seres humanos.
Somos o espelho de nossa existência, e vemos coisa pior que um "mundo doente", vemos a nós mesmos despedaçados nos cacos do que resta de nossas vidas.
Os olhos e a mente nao alcançam nada mais além de uma cegueira pré fabricada, um prazer artificial e uma vergonha imensurável.
Orgulho, ignorância e voluptuosidade.
Eis a nós, humanos, cansados de seres humanos.
Esse ésse
Sim
Só
Sei
Se
Sonhar
Se
Sorrir
Senão
Sofro
Sereno
Sem
Sentimentos
Sinceros
Sabe
Sou
Senhor
Sinalizando
Seus
Segredos
Sina
Solitária
Sacana
Simplesmente
Sutil
Só
Sei
Se
Sonhar
Se
Sorrir
Senão
Sofro
Sereno
Sem
Sentimentos
Sinceros
Sabe
Sou
Senhor
Sinalizando
Seus
Segredos
Sina
Solitária
Sacana
Simplesmente
Sutil
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Fujas não
Não são fugas sonhar, não fujas do meu olhar.
Instantes que chego mais próximo ao nada. Me vejo sem o peso herdado da humanidade, sem os deveres a que me submeto sem saber, sem a sensação de vazio da busca pela verdade. Me sinto feliz e percebo o universo em mim, somos todos felizes nesse vácuo. Não existem motivos, nem defeitos, nem qualidades; apenas paira no ar a sensação de alívio, a sensação de se estar ouvindo músicas serenas num dia de sol, com o cheiro de flores pelo ar. O amor salta aos olhos pra todas as direções em que se olha. Não existe medo nem vergonha nesse lugar, a única lágrima que rola é de felicidade ao perceber que gente querida acaba de chegar. Não fujas de sonhar, não são fugas no olhar.
Instantes que chego mais próximo ao nada. Me vejo sem o peso herdado da humanidade, sem os deveres a que me submeto sem saber, sem a sensação de vazio da busca pela verdade. Me sinto feliz e percebo o universo em mim, somos todos felizes nesse vácuo. Não existem motivos, nem defeitos, nem qualidades; apenas paira no ar a sensação de alívio, a sensação de se estar ouvindo músicas serenas num dia de sol, com o cheiro de flores pelo ar. O amor salta aos olhos pra todas as direções em que se olha. Não existe medo nem vergonha nesse lugar, a única lágrima que rola é de felicidade ao perceber que gente querida acaba de chegar. Não fujas de sonhar, não são fugas no olhar.
Espelho confronto
Maior dos confrontos
Luz que reflete
Mostrando minha aparência
Minha imagem distorcida
Dentro de um espaço
Tempo que corrói
O que se chama vida
Conflito de gerações
Busca desesperada pelo prazer
Do ser e do poder
Sãs e sem sentido
Atos inconsistentes
Destreza e embriaguez
No inconsciente coletivo
O que nos cega a alma?
Nos atormenta e nos acalma?
A sensação de vencer
Talvez possa nos convencer
Que nosso maior predador
Sorri quando nos vê
Refletido num espelho
Luz que reflete
Mostrando minha aparência
Minha imagem distorcida
Dentro de um espaço
Tempo que corrói
O que se chama vida
Conflito de gerações
Busca desesperada pelo prazer
Do ser e do poder
Sãs e sem sentido
Atos inconsistentes
Destreza e embriaguez
No inconsciente coletivo
O que nos cega a alma?
Nos atormenta e nos acalma?
A sensação de vencer
Talvez possa nos convencer
Que nosso maior predador
Sorri quando nos vê
Refletido num espelho
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Insaníssima trindade
O corpo padece
Desce o último degrau
Porque minh'alma caminha
Com minha cegueira letal
Incansável e insaciável alma
Que nunca se acalma
Já meu corpo tonto
Nem sempre está pronto
No encontro desse desencontro
Existe um ponto central
Sou eu levado ao léu
Vivendo num mundo banal
Assim somos três
Um reclama de um lado
O outro escuta calado
Agora chegou minha vez
Corpo, alma, myself comigo
Lavando a cara, levando perigo
Agora vê se não abusa
Me tira o desassossego
Me deixa descansar
Que amanhã acordamos cedo
Desce o último degrau
Porque minh'alma caminha
Com minha cegueira letal
Incansável e insaciável alma
Que nunca se acalma
Já meu corpo tonto
Nem sempre está pronto
No encontro desse desencontro
Existe um ponto central
Sou eu levado ao léu
Vivendo num mundo banal
Assim somos três
Um reclama de um lado
O outro escuta calado
Agora chegou minha vez
Corpo, alma, myself comigo
Lavando a cara, levando perigo
Agora vê se não abusa
Me tira o desassossego
Me deixa descansar
Que amanhã acordamos cedo
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