Palavras
Sem sentimentos
São palavras
Jogadas ao vento
Palavras
Sem Sentimentos
Não são palavras
São tormento
domingo, 31 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Vocês, verão
Nos longos dias nítidos de verão
Palpita o desejo inconsequente de paz
Sair com automóvel para uma praia deserta
Mas não existem mais praias desertas
Existem matas abertas e almas desertas
São as quatro paredes de meu quarto
Minhas praias desertas
Pela janela o vento assobia
De certo se rindo
Ao ver em terra firme
Um ser mergulhado em dúvidas
Que são longas e tristes mas passam
Como passam os longos dias tristes de verão
Palpita o desejo inconsequente de paz
Sair com automóvel para uma praia deserta
Mas não existem mais praias desertas
Existem matas abertas e almas desertas
São as quatro paredes de meu quarto
Minhas praias desertas
Pela janela o vento assobia
De certo se rindo
Ao ver em terra firme
Um ser mergulhado em dúvidas
Que são longas e tristes mas passam
Como passam os longos dias tristes de verão
sábado, 16 de janeiro de 2010
Cem idéias
Que são as idéias senão subterfúgios humanos
As idéias criam coisas para quem enxerga com olhos
Criam os espelhos e outras quinquinharias
Que muito agrada quem não trabalha o espiritual
E eis que o mundo todo é uma quinquinharia
E a vida é uma coisa artificial
Humanos com alma de polietileno pelas ruas
E as coisas verdadeiramente belas
Usadas como matéria prima nas fábricas humanas
O céu cinza chora chuva ácida sobre casas acinzentadas
E cheiram cola, morrem de fome e são crucificadas
As pessoas que enxergam não com olhos
Eis o que criam as idéias
As idéias criam coisas para quem enxerga com olhos
Criam os espelhos e outras quinquinharias
Que muito agrada quem não trabalha o espiritual
E eis que o mundo todo é uma quinquinharia
E a vida é uma coisa artificial
Humanos com alma de polietileno pelas ruas
E as coisas verdadeiramente belas
Usadas como matéria prima nas fábricas humanas
O céu cinza chora chuva ácida sobre casas acinzentadas
E cheiram cola, morrem de fome e são crucificadas
As pessoas que enxergam não com olhos
Eis o que criam as idéias
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O homem
O homemm, nesta terra, leva o cansaço no rosto, a saudade no peito, a sensação de insaciabilidade na alma e a alegria na ilusão
segunda-feira, 30 de março de 2009
Paz
Há um tempo que tudo se desfaz
A loucura sente saudades de quando lucidez
A velhice se alivia pensando na infância
A solidão se conforta com memórias de companhia
Tudo toma outro rumo, outra história
Na mesma velocidade que cansamos das coisas
O sentido já não se necessita tanto assim
A dor não incomoda mais
De súbito silêncio se anuncia
O encontro com a paz, a paz...
A loucura sente saudades de quando lucidez
A velhice se alivia pensando na infância
A solidão se conforta com memórias de companhia
Tudo toma outro rumo, outra história
Na mesma velocidade que cansamos das coisas
O sentido já não se necessita tanto assim
A dor não incomoda mais
De súbito silêncio se anuncia
O encontro com a paz, a paz...
Mudo
Não muita coisa me apraz aqui
Uma árvore diz mais que uma multidão
O sopro do vento fala muita coisa pra mim
Aprendo ouvindo o que me concebe o silêncio
Vou assim vivendo...
Mudo com as estações
Quieto como o tempo
Calado no sentimento
Uma árvore diz mais que uma multidão
O sopro do vento fala muita coisa pra mim
Aprendo ouvindo o que me concebe o silêncio
Vou assim vivendo...
Mudo com as estações
Quieto como o tempo
Calado no sentimento
terça-feira, 3 de março de 2009
Use amor
A alma é leve
A carne pesa
Esse conflito gera dúvida
A dúvida gera o medo
E o medo se esvai com o prazer
Que em excesso
Pesa a alma
E sangra a carne
Pra esse desconsolo todo
So se sabe de um antídoto
É o amor, é o amor...
A carne pesa
Esse conflito gera dúvida
A dúvida gera o medo
E o medo se esvai com o prazer
Que em excesso
Pesa a alma
E sangra a carne
Pra esse desconsolo todo
So se sabe de um antídoto
É o amor, é o amor...
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